O processo de formação de preços no setor elétrico brasileiro tem passado por transformações significativas, acompanhando as tendências internacionais de maior granularidade temporal e sinalização econômica mais precisa.
A introdução do PLD horário, em 2021, embora prevista desde o início dos anos 2000, representou um marco importante ao permitir que os preços de liquidação passassem a refletir melhor a dinâmica de oferta e demanda intra-diária. Esse avanço, no entanto, ainda se dá dentro de um arcabouço regulatório fortemente calcado em modelos matemáticos centralizados, baseados na otimização hidrotérmica de médio e curto prazo, como o NEWAVE, o DECOMP e o DESSEM. A adoção de preços horários trouxe uma mudança de paradigma para os agentes que operam no Ambiente de Contratação Livre (ACL), especialmente para aqueles que possuem posições de sobra ou déficit ao longo do dia. Faz-se especial menção aos geradores de energia com variabilidade ao longo do dia, como as solares fotovoltaicas, além daqueles consumidores que possuem curvas características e fortemente moduladas, como o setor de Transportes.
Pela primeira vez, a exposição ao risco passou a ter uma dimensão horária, o que gera incentivos concretos para o desenvolvimento de soluções de flexibilidade operativa e novas tecnologias de armazenamento. Grandes…
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